Sábado, 23 Agosto 2014

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Sector da construção voltou na segunda-feira ao trabalho PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Correio.lu / Alexandra Araújo   
Sexta, 26 Agosto 2011 10:58

Clique para ampliar O período de férias colectivas do sector da construção chegou ao fim nesta segunda-feira. Milhares de trabalhadores voltaram às empresas, excepto os 470 empregados da Socimmo que, na última semana de Julho, receberam a notícia da insolvência da empresa.

A notícia da insolvência da Socimmo andou durante semanas no segredo nos Deuses e só na última semana de Julho, mesmo antes do período de férias do sector da construção, a bomba explodiu. 470 trabalhadores, na sua maioria portugueses, iriam para o desemprego.

O acontecimento deixou o sector receoso quanto ao futuro, em especial os trabalhadores que não esperavam ver afundar uma empresa como a Socimmo, um das maiores e mais antigas do Luxemburgo.
Não falta trabalho ao sector da construção
Numa entrevista ao "Le Quotidien", de ontem, dia 24 de Agosto, Roland Kuhn, presidente da "Chambre des Métiers", garantiu que "a actividade prossegue como antes" e que há "muito trabalho".
Considerando, no entanto, que os tempos estão difíceis, Roland Kuhn insistiu que a retoma do sector "se inscreve no mesmo contexto que anteriormente". "Estamos em presença de uma concorrência estrangeira rigorosa. Temos trabalho mas não temos margem. O sector ainda não voltou ao nível de 2008 mas, repito que temos trabalho".
Quanto à insolvência da Socimmo, o presidente da "Chambre" está crente que os trabalhadores encontrarão trabalho muito em breve. "Em todo o caso, o sector fará o necessário para oferecer um lugar aos 470 trabalhadores da Socimmo", disse.
Roland Kuhn falou ainda da necessidade de as empresas praticarem uma "gestão rigorosa" para fazer face à concorrência vinda do estrangeiro. "Não temos margem, por isso não temos lucro que permita reinvestir em material. Ora, para se ser produtivo e competitivo é preciso investir", afirmou.
Perante o cenário, Kuhn diz que a solução é apostar na qualidade de modo a que o sector consega rivalizar com as 200 empresas alemãs que todos os dias passam a fronteira para virem trabalhar no Grão-Ducado. Neste sentido, o Instituto de formação do sector da construção (IFSB) tem, na opinião de Roland Kuhn, desempenhado um papel determinante. Numa década o IFSB já formou 14.000 pessoas.