Sexta, 19 Dezembro 2014

O Portal Emprego.lu foi lançado oficialmente no "Dia do Trabalhador".

Escolhemos a data simbólica do dia 1 de Maio de 2009, de maneira a possibilitar todos os ajustes necessários, que farão deste portal a referência em termos de emprego para os portugueses e lusófonos que residem ou tencionam residir no Luxemburgo.

Depressão afecta emigrantes recém-chegados ao Luxemburgo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por omirante.pt   
Quarta, 13 Março 2013 08:26

Clique para ampliar As dificuldades de integração estão a gerar casos de depressão entre os portugueses recém-chegados ao Luxemburgo, alertou hoje o Gabinete de Apoio Psicossocial, criado pela Confederação da Comunidade Portuguesa do Luxemburgo (CCPL) para responder aos problemas dos novos emigrantes.

“Eles chegam cá, a um país com uma legislação diferente, com línguas diferentes, e precisam não só de apoio social, mas também jurídico e psicológico”, explicou Juliana Fernandes, assistente social no Gabinete de Apoio Psicossocial (GAP), durante a visita que o deputado social-democrata Carlos Gonçalves fez hoje à CCPL.

“Os problemas económicos e as dificuldades de integração afetam as pessoas. O facto de estar num país que não é o nosso, com uma cultura que não é a nossa, longe da família, abala as pessoas”, sublinhou a assistente social, em declarações à Agência Lusa.

As dificuldades linguísticas agravam os problemas dos recém-chegados, que não sabem a quem se dirigir, frisa a associação.

“Há um aconselhamento deficiente nas instituições do Estado luxemburguês, por causa de dificuldades linguísticas e de problemas de comunicação. E as pessoas entram numa espiral de problemas que não conseguem resolver sozinhas”, denuncia José Coimbra de Matos, presidente da CCPL.

Criado em 2011, o Gabinete de Apoio Psicossocial presta apoio jurídico, social e psicológico aos recém-chegados, através de seis voluntários que direcionam os casos para uma rede de profissionais lusófonos.

Das 50 a 60 pessoas que o Gabinete de Apoio Psicossocial atende mensalmente, a maioria pede ajuda psicológica para casos de depressão, dificuldades de comunicação com os filhos e distúrbios obsessivo-compulsivos, garante a psicóloga Sónia Tomás.

“Os recém-chegados, e mesmo os que cá estão, não têm capacidade financeira para recorrer a apoio psicológico. Às vezes até têm dinheiro para uma ou duas consultas no privado, mas não para serem acompanhados durante o número de consultas necessárias”, diz a psicóloga.

Em muitos casos, os problemas psicológicos estão associados a problemas sociais ou jurídicos a que os técnicos do GAP também tentam dar resposta.

Para o deputado Carlos Gonçalves, as dificuldades que os emigrantes estão a sentir refletem “a situação económica na Europa, com menos oferta de trabalho do que noutros tempos, o que potencia as dificuldades de instalação”.

O deputado social-democrata eleito pelo círculo da Europa, que hoje visitou também o Centro de Apoio Social e Associativo (CASA), elogiou o trabalho das associações portuguesas na diáspora, que contribuem para “minorar os problemas” dos recém-chegados.

“Num momento em que as pessoas estão a emigrar, com as dificuldades inerentes à instalação num novo país, a sociedade civil, através do seu movimento associativo, está a ser solidária com aqueles que chegam”, elogiou o deputado.

Carlos Gonçalves, que iniciou hoje uma visita de três dias ao Luxemburgo, esteve ainda no Centro de Apoio Social e Associativo (CASA), uma associação que lançou um site com informações para os recém-chegados e para quem pensa emigrar.

Para o deputado, o novo portal e o Gabinete de Apoio Psicossocial, que têm o apoio da secretaria de Estado das Comunidades, “dão resposta às preocupações que o Governo português deve ter para ajudar aqueles que estão a sair”.

Actualizado em Quarta, 13 Março 2013 08:26
 
Depressão atinge emigrantes portugueses no Luxemburgo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por TSF.pt   
Quarta, 13 Março 2013 08:13

Clique para ampliar Está a aumentar o número de portugueses no Luxemburgo vítimas de depressão. Muitos confrontam-se com a falta de trabalho e dificuldades de integração. O Governo garante estar atento.

Entre 40 a 50 casos de depressão estão a ser diagnosticados todos os meses a portugueses que chegam ao Luxemburgo. Partem para o país com a expectativa de uma saída com sucesso para a crise e para a falta de emprego em Portugal, mas a realidade que encontram frusta-lhes, muitas vezes, essa esperança.

São cada vez mais casos, alerta a Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo, que criou um Gabinete de Apoio Psicosocial para responder aos problemas dos novos emigrantes.

O secretário de Estado das Comunidades diz que o Governo está a par do aumento dos problemas de integração e que está a tomar medidas. Em declarações à TSF, José Cesário salienta que o Governo português celebrou várias parcerias que pretendem combater esses problemas.

Ciente de que os jovens que chegam ao Luxemburgo sentem muitas dificuldades em lidar com a nova realidade e com a nova língua, a Secretaria de Estado das Comunidades equaciona também a elaboração de um projeto-piloto de ensino de francês aos jovens portugueses.

O secretário de Estado das Comunidades lembra ainda que o Governo está a alertar quem pondere emigrar para o Luxemburgo para os problemas com que pode vir a confrontar-se. Aliás, está nos jornais uma campanha que avisa que aquele país deve ser evitado como destino porque o mercado de trabalho está saturado.

Actualizado em Quarta, 13 Março 2013 08:13
 
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