Sábado, 25 Outubro 2014

A ideia do portal Emprego.lu surgiu após uma análise da situação actual em termos de desemprego em Portugal associada à nova vaga de emigração em destino do Luxemburgo.

Acontece que até à data nenhum dos principais sites e portais de emprego em Luxemburgo, se dedica a satisfazer de uma maneira eficaz, as necessidades linguísticas e culturais desta população estrangeira à cultura local.

Depressão atinge emigrantes portugueses no Luxemburgo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por TSF.pt   
Quarta, 13 Março 2013 08:13

Clique para ampliar Está a aumentar o número de portugueses no Luxemburgo vítimas de depressão. Muitos confrontam-se com a falta de trabalho e dificuldades de integração. O Governo garante estar atento.

Entre 40 a 50 casos de depressão estão a ser diagnosticados todos os meses a portugueses que chegam ao Luxemburgo. Partem para o país com a expectativa de uma saída com sucesso para a crise e para a falta de emprego em Portugal, mas a realidade que encontram frusta-lhes, muitas vezes, essa esperança.

São cada vez mais casos, alerta a Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo, que criou um Gabinete de Apoio Psicosocial para responder aos problemas dos novos emigrantes.

O secretário de Estado das Comunidades diz que o Governo está a par do aumento dos problemas de integração e que está a tomar medidas. Em declarações à TSF, José Cesário salienta que o Governo português celebrou várias parcerias que pretendem combater esses problemas.

Ciente de que os jovens que chegam ao Luxemburgo sentem muitas dificuldades em lidar com a nova realidade e com a nova língua, a Secretaria de Estado das Comunidades equaciona também a elaboração de um projeto-piloto de ensino de francês aos jovens portugueses.

O secretário de Estado das Comunidades lembra ainda que o Governo está a alertar quem pondere emigrar para o Luxemburgo para os problemas com que pode vir a confrontar-se. Aliás, está nos jornais uma campanha que avisa que aquele país deve ser evitado como destino porque o mercado de trabalho está saturado.

Actualizado em Quarta, 13 Março 2013 08:13
 
Emigrantes têm mais dificuldade para encontrar trabalho PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Bomdia.lu   
Sexta, 15 Fevereiro 2013 13:46

Clique para ampliar A nova vaga de emigração para a Europa está a contribuir para o reforço da pressão sobre os mercados laborais, gerando crescentes níveis de desemprego, degradação das condições laborais e até atitudes de rejeição das comunidades portuguesas, alertam sindicalistas.

Carlos Trindade, responsável pelas Relações Internacionais da Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses (CGTP), diz, em entrevista à agência Lusa, que em países como a Suíça, França, Luxemburgo ou Reino Unido a falta de oportunidades de trabalho para os que chegam é cada vez mais visível.

Para ultrapassar estas dificuldades, adianta Carlos Trindade, os recém-chegados aceitam trabalhar por condições abaixo das estipuladas, suscitando reações negativas das sociedades de acolhimento.

"Ao aceitarem condições abaixo dos mínimos estabelecidos levantam, não apenas na população do país de acolhimento, como também nas comunidades [portuguesas] que estão lá há 20 ou 30 anos fenómenos de rejeição", sublinha.

Por outro lado, o sindicalista reconhece que as comunidades instaladas servem em grande medida de rede de apoio aos novos emigrantes.

Admitindo como real a estimativa de 100 mil saídas anuais de portugueses, avançada pelo Governo, Carlos Trindade adianta que a nova vaga de emigrantes se carateriza pela sua heterogeneidade e pela utilização até ao limite da livre circulação, passando de país para país na rota das oportunidades de trabalho.

O sindicalista acredita que toda esta emigração está a gerar nos países de acolhimento uma "pressão enorme para o abaixamento das condições médias que esses países têm no campo social". Marília Mendes, responsável pelo grupo de trabalhadores portugueses no maior sindicato suíço, o UNIA, sublinha que, além de portugueses, chegam à Suíça trabalhadores de muitas outras nacionalidades, um excesso de oferta que acaba por se refletir nos salários.

"Os salários estão estagnados", diz, adiantando que dos 25 mil trabalhadores portugueses sindicalizados no UNIA, a maioria trabalha nas áreas da construção civil, hotelaria e restauração e limpezas.

A sindicalista adianta que à margem da legislação laboral têm vindo a ser descobertos casos "absolutamente escandalosos" de exploração laboral em que os salários não são pagos ou os trabalhadores recebem muito menos do que o salário mínimo.

"Aconteceu um caso com portugueses na Suíça francesa em que [os trabalhadores] estavam a ganhar 5 francos/hora quando o salário mínimo é 25 francos/hora na construção civil", diz, admitindo que as ilegalidades possam estar a aumentar.

"São situações que existem sempre, mas talvez agora, como há uma grande oferta de mão-de-obra, haja mais", sublinha.

Marília Mendes lamenta que os novos emigrantes não procurem os sindicatos nem os consulados portugueses, adiantando que muitas vezes o UNIA só é contactado quando os trabalhadores vítimas de situações ilegais já regressaram a Portugal.

Entre janeiro e novembro de 2012, entraram na à Suíça 17.270 portugueses, segundo dados das autoridades suíças.

Também ao Luxemburgo continuam a chegar diariamente portugueses e os pedidos de informações sobre como encontrar trabalho no Grão-Ducado são constantes, segundo Eduardo Dias, do sindicato Luxemburguês OGBL.

O sindicalista adianta que os níveis de desemprego se mantém entre os portugueses, que representam cerca de 35 por cento dos desempregados no Luxemburgo, explicando que são "frequentes os casos" de pessoas que não conseguem encontrar trabalho.

"Existe uma desadequação entre as capacidades das pessoas, nomeadamente em termos de língua (…) e aquilo que o Luxemburgo lhes pode proporcionar", diz.

Eduardo Dias adianta que também no Luxemburgo há casos de exploração laboral, que envolvem sobretudo trabalhadores deslocados.

"Essas situações acontecem muito mais no destacamento ou seja empresas que vêm [de Portugal] até ao Luxemburgo fazer trabalhos durante alguns meses e que pagam salários muito inferiores aos previstos pela lei e pelas convenções coletivas", disse, adiantando que o fenómeno se agravou com a crise.

A comunidade portuguesa no Luxemburgo está estimada em cerca de 110 mil pessoas, cerca de 20 por cento da população total do país.

Actualizado em Sexta, 15 Fevereiro 2013 13:46
 
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